Memorial de Maria Moura (Portuguese Edition)

Memorial de Maria Moura (Portuguese Edition)

Rachel de Queiroz

Language:

Pages: 482

ISBN: 8526705008

Format: PDF / Kindle (mobi) / ePub

Memorial de Maria Moura (Portuguese Edition)

Rachel de Queiroz

Language:

Pages: 482

ISBN: 8526705008

Format: PDF / Kindle (mobi) / ePub


Milton's Angels: The Early-Modern Imagination

n+1, Issue 3: Reality Principle (Fall 2005)

Daniel Deronda

The Black Book

Four Ways to Forgiveness

Keywords: A Vocabulary of Culture and Society

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ladino, se grudou na cerca, esperou e saiu afinal, como um gato. Aquela cerca foi a nossa salvação. Era alta, de faxina, corria pelo quintal, saindo do lado da casa, até alcançar a outra cerca, a do curral. Protegia um roçadinho de fundo de quintal onde Mãe plantava melancia, milho, feijão para se comer verde. As chibatas do milho, pendoadas, tinham mais de uma braça de altura. Parecia uma mata fechada, aquele roçadinho de Mãe. Pela tarde, eu já tinha mandado retirar uns paus de cerca

um começo, mas um começo pequeno, primeiros passos de um caminho que ainda tinha de ir muito, muito mais longe. Pensava, em primeiro lugar, no que eu ia fazer quando se acabasse o nosso dinheiro de prata, que nem era tanto. Ficar roubando bode e garrote das fazendas, léguas abaixo? Isso não era pra mim. Eu queria era coisa grande; era poder na minha mão. Eu sentia (e sinto ainda) que não nasci pra coisa pequena. Quero ser gente. Quero falar com os grandes de igual para igual. Quero ter

aparecesse gente armada. Que armado, aliás, só ia o velho, com um fino punhal na cava do colete. Tem cabo de prata e até hoje está comigo. Arma de fogo ninguém portava. Pegamos os cavalos pelas rédeas, menos o piquira que mandei tanger para o mato. Mandei também jogar no chão a sela de mulher que não ia me ter serventia. E saímos a galope, puxando os cavalos tomados. Correndo, atravessamos a estrada, entramos pela nossa vereda e só a mais de meia légua paramos, pra tomar fôlego; e,

foi roubada por uns bandidos. Os cabras incendiaram a casa dela e sumiram com a moça... — Vocês tiveram alguma notícia de moça fugida, por aí onde andam? Lá na Camiranga não apareceu nenhuma. Zé Soldado diz que riu-se e suspirou: — Moça? Quem dera! Moça, nestas catingas, é mais raro que moeda de pataca... Mas, se a gente souber, avisa o senhor. Manel Dias se endireitou na sela, bateu a rédea do animal: — A mim, não. Avisem ao homem da Vargem da Cruz; ele se chama Irineu e estava

Ele continuava coçando a cabeça e eu continuei seduzindo: — Sempre que lhe der na veneta e não tiver nada em casa, desce até aqui, e vai encontrar sempre o seu prato de feijão, a sua tigela de coalhada lhe esperando. — Isso é bom. E às vezes me faz muita falta. — Eu é que vou precisar muito do senhor, Mestre, quando for tirar a madeira para a casa grande que eu quero levantar aqui. O senhor vai mostrar à gente os pés de pau mais linheiros, a madeira de lei para as linhas — o Mestre

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